A cidade de Santos, no litoral paulista, registra um avanço significativo em suas iniciativas para combater os frequentes alagamentos, especialmente na vulnerável Zona Noroeste. Com um investimento robusto de R$ 153,3 milhões, a construção da Estação Elevatória com Comportas 6 (EEC6), localizada no bairro Saboó, entrou em uma nova e crucial fase. Este projeto de infraestrutura de grande porte visa estabelecer um sistema de bombeamento de alta capacidade, projetado para escoar eficientemente as águas pluviais para o Rio Lenheiros, oferecendo uma proteção ampliada contra enchentes. A intervenção faz parte do Programa Santos Mais, uma estratégia municipal abrangente dedicada a modernizar a rede de macrodrenagem da cidade e a minimizar o impacto das chuvas intensas. A expectativa é que a EEC6, a segunda estação dessa natureza na região, transforme a realidade dos moradores, proporcionando maior segurança hídrica e mitigando os desafios impostos pelas precipitações.
Nova etapa da Estação Elevatória com Comportas 6 (EEC6)
Os trabalhos de construção da EEC6, que se estendem pela Avenida Engenheiro Augusto Barata, entraram em uma fase decisiva. Nesta etapa, as equipes se concentram na fixação das estacas que formarão a câmara de carga, um componente vital do futuro sistema. O preparo meticuloso da fundação do terreno é uma premissa indispensável antes que se possa iniciar a edificação do reservatório e da casa de bombas, estruturas centrais para o funcionamento da estação. A Terracom, empresa responsável pela execução da obra, detalha que, no lado Saboó da avenida, as estacas já foram completamente cravadas.
Detalhes da fundação e monitoramento
Após a cravação das estacas no lado Saboó, os esforços atuais estão focados no rigoroso monitoramento dos recalques do terreno. Este processo de acompanhamento do solo é fundamental para garantir a estabilidade e segurança da estrutura a ser construída. A fase de monitoramento, que precede a edificação do reservatório, da casa de bombas e da tubulação de recalque, tem uma previsão de duração de aproximadamente quatro meses. Concomitantemente, no lado Porto, a equipe prossegue com a cravação das estacas metálicas. As etapas iniciais de preparação, que incluem a regularização do terreno, a implantação de um colchão drenante e a instalação de geodrenos, já foram concluídas com sucesso, preparando o solo para as próximas fases da construção. Na sequência da cravação das estacas metálicas, será instalada a tubulação encarregada de conduzir a água até o Rio Lenheiros, completando o trajeto do fluxo.
Integração com as obras do Rio Lenheiros
A construção da Estação Elevatória com Comportas 6 é executada em paralelo com as obras de canalização do Rio Lenheiros, em uma abordagem integrada de infraestrutura. Essa parceria estratégica envolve a Prefeitura de Santos, a MRS Logística e o Governo Federal, consolidando um esforço conjunto para aprimorar a drenagem da região. Pelo acordo estabelecido, a MRS Logística comprometeu-se com um investimento de cerca de R$ 150 milhões, destinados à implantação de galerias sob a linha férrea. Essas galerias terão a função crucial de direcionar as águas pluviais coletadas até o Rio Lenheiros. A Prefeitura de Santos, por sua vez, assume a responsabilidade pela construção da própria estação elevatória (EEC6) e pela efetiva ligação das novas galerias ao sistema de drenagem já existente na cidade, garantindo a coesão e a funcionalidade de todo o complexo hídrico.
Impacto e funcionamento do sistema de macrodrenagem
Capacidade de bombeamento e investimento
A EEC6 será dotada de um sistema de bombeamento de alta performance, composto por oito motobombas verticais a diesel. Cada uma dessas unidades terá a capacidade de bombear 2,5 metros cúbicos de água por segundo. Em conjunto, as oito motobombas alcançarão uma vazão impressionante de 20 metros cúbicos por segundo. Este volume equivale à capacidade de esvaziar uma piscina olímpica em aproximadamente dois minutos, evidenciando a robustez do sistema para lidar com grandes volumes de água da chuva. O investimento total para a realização desta obra é de R$ 153,3 milhões. Deste montante, R$ 149,2 milhões são provenientes de financiamento da Corporação Andina de Fomento (CAF), enquanto o valor restante constitui a contrapartida da Prefeitura de Santos, demonstrando o compromisso local com a melhoria da infraestrutura. A estação está projetada para atender diretamente uma área de 2 km², beneficiando de forma particular o bairro Saboó e suas adjacências.
Abrangência do Programa Santos Mais
A construção da EEC6 é parte integrante do ambicioso Programa Santos Mais, uma iniciativa municipal de grande envergadura que visa modernizar e ampliar significativamente a rede de macrodrenagem da cidade. O planejamento abrangente do programa prevê a implantação total de 13 estações elevatórias e 14 sistemas de comportas em diversas áreas de Santos. A primeira estação elevada da Zona Noroeste, a EEC7 Engenheiro Marcos Diniz, já está em plena operação desde maio de 2023, prestando serviços essenciais aos bairros Castelo e Areia Branca, em Santos, e também ao Jardim Guassu, em São Vicente, evidenciando o caráter regional dos benefícios. O planejamento municipal também contempla a instalação de novas estações em pontos estratégicos da cidade, incluindo os bairros Bom Retiro e Santa Maria (EEC2), Rádio Clube (EEC4) e Chico de Paula (EEC9), consolidando uma rede de proteção hídrica robusta e de longo alcance para a população.
Conclusão
A implementação da Estação Elevatória com Comportas 6 (EEC6) em Santos representa um marco crucial no esforço contínuo da cidade para aprimorar sua infraestrutura de macrodrenagem e mitigar os severos impactos dos alagamentos. Ao integrar tecnologia de ponta em bombeamento e sistemas de comportas com uma colaboração estratégica entre diferentes esferas governamentais e a iniciativa privada, o projeto não apenas visa proteger uma área de 2 km² na Zona Noroeste, mas também serve como um modelo para futuras intervenções. A EEC6, juntamente com as demais estações previstas pelo Programa Santos Mais, reforça o compromisso da administração municipal em oferecer mais segurança e qualidade de vida aos cidadãos, transformando a paisagem urbana e a resiliência da cidade frente aos desafios climáticos. Este investimento substancial sinaliza um futuro com maior tranquilidade para as comunidades afetadas por enchentes e um avanço significativo na gestão hídrica urbana.
FAQ – Perguntas Frequentes sobre a EEC6
O que é a Estação Elevatória com Comportas 6 (EEC6)?
A EEC6 é uma nova estação de bombeamento de água da chuva que está sendo construída em Santos, no bairro Saboó. Seu objetivo principal é escoar eficientemente as águas pluviais para o Rio Lenheiros, com a finalidade de reduzir significativamente os alagamentos na Zona Noroeste da cidade.
Qual o custo total da obra da EEC6 e quem são os financiadores?
O investimento total para a construção da EEC6 é de R$ 153,3 milhões. Desse montante, R$ 149,2 milhões são financiados pela Corporação Andina de Fomento (CAF), enquanto o valor restante é uma contrapartida financeira da Prefeitura de Santos.
Quais bairros serão diretamente beneficiados pela EEC6 e qual sua capacidade?
A EEC6 atenderá diretamente uma área de 2 km², trazendo benefícios imediatos e diretos para o bairro Saboó. Além disso, a estação contará com oito motobombas a diesel, capazes de bombear um total de 20 m³ de água por segundo, volume que otimiza a proteção contra enchentes na região.
Quanto tempo deve durar a fase atual de monitoramento do solo?
A fase de monitoramento dos recalques do terreno, que é uma etapa crucial antes do início da construção do reservatório e da casa de bombas, tem uma previsão de duração de aproximadamente quatro meses.
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Fonte: https://g1.globo.com