Um trágico acidente de trânsito em Guarujá, no litoral de São Paulo, resultou na morte da nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, e trouxe à tona o perigo da combinação de álcool e direção. O motorista envolvido, Murilo Rabello Abite, de 26 anos, foi detido em flagrante após a colisão fatal, que culminou na batida de seu veículo em um poste na Avenida Leomil. Em depoimento à polícia, Abite admitiu ter consumido cerveja horas antes do ocorrido, durante uma festa em Santos. Embora inicialmente preso por homicídio culposo na direção de veículo automotor sob influência de álcool, o motorista recebeu liberdade provisória mediante fiança e medidas cautelares, enquanto a investigação prossegue para esclarecer todos os detalhes deste lamentável evento.
Os fatos do acidente fatal em Guarujá
Ocorrência e envolvidos
O acidente ocorreu na manhã de domingo, 19 de maio, na Avenida Leomil, localizada no bairro Pitangueiras, em Guarujá. O veículo conduzido por Murilo Rabello Abite transportava um total de oito jovens no momento do impacto, um número que levanta questionamentos sobre a capacidade de ocupação segura do automóvel. Infelizmente, a nutricionista Daniella Ferraz Rooth foi a única vítima fatal, enquanto os demais ocupantes do carro sofreram apenas ferimentos leves, conforme informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
Depoimento do motorista à polícia
Em depoimento prestado à Polícia Civil, Murilo Rabello Abite relatou ter consumido aproximadamente duas cervejas por volta das 22h de sábado, 18 de maio, durante a participação em uma festa na cidade de Santos. Ele destacou que permaneceu no evento por várias horas após a ingestão, afirmando ter consumido água e esperado um tempo considerável antes de iniciar o retorno para Guarujá. Segundo Abite, ele acreditava estar em condições plenas para dirigir ao deixar a festa na manhã de domingo, momento em que Daniella Ferraz Rooth, que morava próximo à sua residência, pediu uma carona. O motorista indicou que a nutricionista estava sentada no banco traseiro, atrás do passageiro, quando a colisão aconteceu.
A dinâmica da colisão e o processo de investigação
Rota percorrida e perda de controle
Murilo Abite detalhou que seguiu de Santos para Guarujá pela Rodovia Cônego Domênico Rangoni. Ao aproximar-se da residência de Daniella, ele efetuou uma conversão à direita, em vez de prosseguir reto. Nesse ponto específico da via, o motorista afirmou ter passado por um buraco, o que, segundo seu relato, o levou a perder o controle da direção do veículo. Abite mencionou não conseguir recordar-se dos eventos imediatamente subsequentes à perda de controle. No seu depoimento inicial à polícia, ele não fez menção aos demais jovens que estavam no carro, mas a corporação foi posteriormente informada de que ocupantes do banco traseiro, incluindo a nutricionista Daniella, não utilizavam cinto de segurança.
As consequências fatais para a nutricionista
Uma câmera de monitoramento próxima ao local registrou o momento da batida e a saída dos ocupantes do veículo após a colisão. Daniella Ferraz Rooth foi socorrida em estado de inconsciência e transportada às pressas para o Hospital Casa de Saúde do Guarujá. Infelizmente, a equipe médica constatou seu óbito em decorrência de traumatismo craniano grave e choque hemorrágico, conforme o relatório da unidade de saúde. A tragédia ressalta a vulnerabilidade dos ocupantes em acidentes de alta gravidade, especialmente quando medidas de segurança básicas, como o uso do cinto, podem não ter sido observadas.
Detenção do motorista e constatação de embriaguez
No local do acidente, Murilo Abite foi detido por policiais militares. Ele apresentava sinais visíveis de embriaguez e recusou-se a realizar o teste do bafômetro, procedimento que auxiliaria na comprovação imediata do estado de alteração etílica. Diante da recusa e dos indícios, o motorista foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde foi submetido a um exame pericial. Este exame confirmou o consumo de bebidas alcoólicas, corroborando as suspeitas dos agentes e fundamentando a prisão em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor sob influência de álcool.
Desdobramentos legais e medidas cautelares impostas
Liberdade provisória e fiança
Durante a audiência de custódia, Murilo Abite teve a liberdade provisória concedida. A decisão judicial veio acompanhada do pagamento de uma fiança no valor de R$ 8.105, montante equivalente a cinco salários mínimos. A liberação provisória, no entanto, não significa o encerramento do processo, que continuará a tramitar na justiça. A medida busca equilibrar o direito à liberdade do acusado com a necessidade de garantir a sua presença nos atos processuais e o cumprimento das determinações judiciais.
Condições impostas pela Justiça
Além do pagamento da fiança, a Justiça estabeleceu uma série de medidas cautelares que Murilo Abite deverá cumprir rigorosamente. Entre elas, estão o comparecimento bimestral em juízo para informar e justificar suas atividades, garantindo o acompanhamento de sua conduta; a proibição de ausentar-se da comarca ou mudar de domicílio sem prévia autorização judicial, evitando assim qualquer tentativa de fuga ou ocultação; e a suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor, uma medida direta para impedir que o motorista volte a conduzir enquanto o processo está em andamento, reforçando a segurança no trânsito.
Continuidade das apurações
O caso foi devidamente registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor e embriaguez ao volante, classificações legais que pautarão a continuidade da investigação. As apurações seguem em andamento na Delegacia de Polícia de Guarujá, onde novas informações podem ser levantadas para elucidar completamente as circunstâncias que levaram ao trágico acidente e determinar as responsabilidades finais. Este processo é fundamental para garantir a justiça e prevenir futuros incidentes similares.
Conclusão
O acidente que resultou na morte da nutricionista Daniella Ferraz Rooth em Guarujá é um doloroso lembrete das consequências devastadoras da combinação de álcool e direção. A admissão do motorista Murilo Rabello Abite de ter bebido antes de dirigir, aliada aos desdobramentos legais de sua prisão em flagrante e posterior liberdade provisória com imposição de medidas cautelares, sublinha a seriedade com que tais casos são tratados pela justiça, mesmo que a pena final ainda esteja por ser determinada. A investigação contínua é crucial para o esclarecimento total dos fatos, reforçando a necessidade de conscientização sobre a responsabilidade individual na segurança do trânsito e o respeito à vida.
Perguntas frequentes (FAQ)
<b>Qual a causa da morte da nutricionista Daniella Ferraz Rooth?</b> Daniella Ferraz Rooth faleceu devido a traumatismo craniano grave e choque hemorrágico, conforme constatado pelo Hospital Casa de Saúde do Guarujá após o acidente.
<b>O motorista Murilo Rabello Abite foi preso? Qual o status atual?</b> Sim, Murilo Rabello Abite foi preso em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor sob influência de álcool. Posteriormente, foi concedida a ele liberdade provisória mediante pagamento de fiança e cumprimento de medidas cautelares.
<b>Quais foram as condições para a liberdade provisória do motorista?</b> Para obter a liberdade provisória, Murilo Abite pagou uma fiança de R$ 8.105 e foi obrigado a comparecer bimestralmente em juízo, proibido de ausentar-se da comarca ou mudar de domicílio sem autorização e teve sua habilitação para dirigir veículo automotor suspensa.
Dirigir sob influência de álcool é uma infração grave com consequências trágicas. Seja responsável e nunca combine bebida e direção. Sua vida e a vida de outras pessoas dependem disso.
Fonte: https://g1.globo.com