PUBLICIDADE

Motorista embriagado preso por violência doméstica antes de atropelar família

G1

Um grave incidente em Praia Grande, litoral paulista, revelou uma chocante sequência de eventos envolvendo um **motorista embriagado** que, horas antes de atropelar uma família na calçada, já havia sido detido por violência doméstica. Bruno de Souza Damo, de 41 anos, foi preso duas vezes no mesmo dia: primeiro, por agredir a namorada em São Vicente, e posteriormente, por dirigir sob efeito de álcool, invadir uma calçada e atingir um casal com uma criança de dois anos. O caso expõe a perigosa interconexão entre diferentes formas de violência e a urgência de medidas preventivas e punitivas eficazes. A tragédia no trânsito, capturada por câmeras de segurança, ressalta os riscos alarmantes da embriaguez ao volante.

A cronologia de um dia de incidentes

A quarta-feira, 28 de fevereiro, marcou um dia de extrema violência e irresponsabilidade por parte de Bruno de Souza Damo. Os acontecimentos tiveram início na parte da tarde e culminaram em um grave atropelamento à noite. A sequência dos fatos levanta questões sobre a eficácia dos procedimentos de liberação e a necessidade de uma análise aprofundada das circunstâncias que permitiram ao agressor retornar às ruas em estado de embriaguez.

A primeira prisão: violência doméstica em São Vicente

Por volta das 15h, no bairro Gonzaguinha, em São Vicente, a Polícia Militar foi acionada por testemunhas que relatavam um homem hostilizando uma mulher. Ao chegarem ao local, os agentes confirmaram a situação, avistando Bruno de Souza Damo xingando e empurrando a namorada violentamente, causando sua queda. O boletim de ocorrência detalha que o agressor chegou a armar um soco, sendo imediatamente contido pelos policiais. Foi necessário o uso de força moderada, visto que Damo se exaltou e resistiu à prisão, culminando em sua detenção em flagrante por resistência, violência doméstica e injúria. A vítima, posteriormente identificada como a proprietária do veículo envolvido no atropelamento noturno, relatou aos policiais que o casal havia se desentendido na praia devido ao ciúme de Bruno. Inicialmente, ela se identificou como ex-namorada, mas essa informação foi alterada em depoimentos posteriores.

Liberação e os desdobramentos críticos

Apesar da prisão em flagrante, Bruno de Souza Damo foi liberado da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente. A decisão de sua namorada, agredida, de não representar criminalmente contra ele foi determinante para a soltura. Este detalhe é crucial, pois permitiu que o homem retornasse à condução do veículo horas mais tarde, sob efeito de álcool, resultando no segundo e mais grave incidente. A mulher, que estava dentro do carro durante o atropelamento, posteriormente alterou sua declaração sobre o status do relacionamento, afirmando ter um vínculo de dois anos com o agressor, o que levanta questões sobre a dinâmica e complexidade das relações em casos de violência doméstica.

O segundo incidente: embriaguez ao volante e atropelamento em Praia Grande

Apenas algumas horas após sua liberação, por volta das 22h de quarta-feira, Bruno de Souza Damo protagonizou um trágico atropelamento na Rua Bruno Seabra, no bairro Trevo, em Praia Grande. Imagens de uma câmera de monitoramento capturaram o momento exato em que o veículo, em alta velocidade, invadiu a calçada e atingiu um casal que caminhava com uma criança de dois anos. O impacto foi tão violento que as vítimas foram arremessadas para dentro de uma residência após o carro se chocar contra o portão. A cena causou grande comoção e revolta entre os moradores.

As vítimas e o estado de saúde

Quando a Polícia Militar chegou ao local do atropelamento, as vítimas já estavam sendo socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foram imediatamente encaminhadas ao Pronto-Socorro Central. No entanto, o boletim de ocorrência não forneceu detalhes específicos sobre o estado de saúde do casal e da criança, que foram surpreendidos pela imprudência do motorista. A brutalidade do impacto gerou preocupação quanto à gravidade dos ferimentos sofridos.

A segunda prisão e as acusações de tentativa de homicídio

Após o atropelamento, Bruno de Souza Damo foi encontrado sendo agredido por testemunhas que presenciaram a cena. Os agentes da PM precisaram intervir para conter os agressores populares. Ao abordar o motorista, os policiais notaram sinais claros de embriaguez, como olhos avermelhados, fala desconexa e forte odor de álcool. O delegado responsável pelo caso efetuou a segunda prisão em flagrante, desta vez por embriaguez ao volante e tentativa de homicídio. A acusação de tentativa de homicídio foi fundamentada na análise de que o condutor teria lançado intencionalmente o veículo na direção da família, usando o carro como arma.

Depoimentos e versões dos envolvidos

Em depoimento, Bruno de Souza Damo confessou ter feito uso de bebida alcoólica, mas recusou-se a realizar o teste do bafômetro. Ele alegou ter perdido o controle da direção no momento do atropelamento e afirmou ter tentado prestar socorro às vítimas, sendo impedido pelas agressões dos moradores. A namorada, proprietária do carro, corroborou que o motorista havia bebido cerveja e relatou que o veículo apresentava problemas na troca de marcha. Ela contou que o casal estava retornando da casa da irmã dela quando o acidente ocorreu, mas não soube explicar a falha em efetuar a curva. A mulher também confirmou ter tentado impedir as agressões contra Bruno, o que só cessou com a chegada da Polícia Militar.

Conclusão

O caso de Bruno de Souza Damo ilustra de forma dramática os perigos combinados da violência doméstica e da embriaguez ao volante. A sequência de eventos, da agressão à namorada à libertação e ao posterior atropelamento de uma família, sublinha a urgência de uma resposta social e judicial mais robusta. O episódio serve como um alerta para as graves consequências da irresponsabilidade individual e a necessidade contínua de conscientização sobre os riscos de dirigir alcoolizado, bem como a importância fundamental de denunciar todas as formas de violência, garantindo que agressores sejam responsabilizados por seus atos. A sociedade exige mecanismos mais eficazes para prevenir tais tragédias e proteger os mais vulneráveis.

Perguntas frequentes

<b>Qual a identidade do motorista envolvido nos incidentes?</b><br>O motorista foi identificado como Bruno de Souza Damo, de 41 anos. Ele foi preso duas vezes em um único dia por violência doméstica e, posteriormente, por embriaguez ao volante e tentativa de homicídio.

<b>Por que Bruno de Souza Damo foi liberado após a primeira prisão por violência doméstica?</b><br>Ele foi liberado da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em São Vicente porque a namorada agredida decidiu não representar criminalmente contra ele, um fator que pode ser decisivo em muitos casos de violência doméstica no Brasil, embora não anule outras infrações ou o flagrante.

<b>Qual o estado de saúde das vítimas do atropelamento em Praia Grande?</b><br>As vítimas – um casal e uma criança de dois anos – foram socorridas pelo Samu e encaminhadas ao Pronto-Socorro Central. No entanto, o boletim de ocorrência não forneceu detalhes específicos sobre o estado de saúde delas até o momento da publicação das informações, gerando preocupação sobre a gravidade dos ferimentos.

<b>Quais as acusações enfrentadas pelo motorista após o atropelamento?</b><br>Após o atropelamento, Bruno de Souza Damo foi preso em flagrante pela segunda vez, acusado de embriaguez ao volante e tentativa de homicídio. A acusação de tentativa de homicídio se baseia no entendimento policial de que ele teria usado o veículo como arma, lançando-o intencionalmente contra a família.

A segurança no trânsito e o combate à violência doméstica são responsabilidades de todos. Mantenha-se informado sobre os perigos da embriaguez ao volante e a importância de denunciar qualquer forma de agressão, contribuindo para uma sociedade mais segura e justa. Compartilhe esta informação para conscientizar.

Fonte: https://g1.globo.com

Leia mais

PUBLICIDADE