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Homem mantém mulher refém, ameaça pms e simula ser policial em praia grande

G1

Um homem de 47 anos foi preso em flagrante em Praia Grande, litoral de São Paulo, após manter sua companheira, de 45 anos, em cárcere privado e ameaçar policiais militares. O indivíduo também se identificou falsamente como policial civil durante a ocorrência. Apesar da prisão em flagrante, ele obteve liberdade provisória após audiência de custódia.

O incidente ocorreu na Rua Caetés, no bairro Vila Tupi. A vítima relatou que, após uma mudança recente para a cidade, uma discussão de cunho financeiro desencadeou uma série de ameaças de morte por parte do companheiro. A motivação, segundo ela, seria a impossibilidade imediata de transferir um valor referente a um imóvel que possuía em sua conta bancária, o que gerou agressões verbais e físicas.

Impedida de sair do imóvel, a mulher conseguiu enviar uma mensagem de socorro a uma amiga, que acionou a Polícia Militar. Os agentes chegaram ao local na tarde do último domingo, conseguindo resgatar a vítima.

Na sequência, a polícia acompanhou a mulher até o apartamento para que ela pudesse retirar seus pertences. O homem, contudo, negou a entrada dos policiais, afirmando estar armado e ameaçando iniciar um confronto, alegando ser policial civil.

Ostentando uma arma na cintura, ele intimidou os agentes, que negociaram por aproximadamente 30 minutos até que ele se rendesse e entregasse a arma. A polícia constatou que o homem não pertence à corporação. A arma, que possuía numeração raspada, foi apreendida.

O suspeito foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Samambaia e, posteriormente, à delegacia, onde foi autuado em flagrante por violência doméstica, sequestro, cárcere privado, ameaça e falsidade ideológica.

Apesar do pedido de prisão preventiva feito pelo delegado responsável, a Justiça concedeu liberdade provisória ao suspeito, impondo sete medidas cautelares. O Tribunal de Justiça de São Paulo recomendou ainda que o indivíduo participe do programa “Homem Sim, Consciente Também”, promovido pela Delegacia de Defesa da Mulher de Santos.

As medidas cautelares incluem comparecimento bimestral em juízo, proibição de sair da comarca ou mudar de domicílio sem autorização prévia, afastamento do lar e da vítima, proibição de aproximação da vítima e de seus familiares e testemunhas , proibição de contato com essas pessoas por qualquer meio de comunicação, proibição de frequentar os mesmos lugares que a vítima e o compromisso de comparecer a todos os atos do processo.

Fonte: g1.globo.com

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