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Futebol: a desigualdade financeira molda o jogo

Rodrigo Capelo, do Sport Insider, fala sobre a desigualdade no futebol durante o Blue Connections...

A disparidade financeira entre os clubes de futebol tem um impacto profundo no desempenho em campo e nos resultados dos campeonatos, revelam análises recentes. Clubes com maior receita desfrutam de vantagens significativas, criando um ciclo de investimentos e participações em competições que ampliam ainda mais suas margens de lucro.

Um estudo recente apontou que a receita de um clube carioca representa 13% de todo o faturamento da liga brasileira, totalizando cerca de R$ 1,34 bilhão. Outro clube paulista aparece em seguida, com um faturamento de R$ 1,16 bilhão. Em contrapartida, a liga colombiana, por exemplo, angaria R$ 1,2 bilhão, o que corresponde a apenas 12% da receita total da elite do futebol brasileiro, que atualmente ultrapassa os R$ 10 bilhões. Essa discrepância financeira influencia diretamente quem tem acesso a mais recursos e, consequentemente, a melhores resultados.

A Libertadores da América exemplifica essa dinâmica. A recente temporada foi marcada pela dominância de clubes brasileiros, que chegaram com folga e resultados expressivos à final. A capacidade de investimento impulsionada por maiores receitas permite a esses clubes manterem elencos de alta qualidade e infraestrutura superior, consolidando sua presença nas fases decisivas.

Um fator que agrava a desigualdade é a participação em competições continentais, como a Libertadores e a Champions League. A ausência nessas competições priva os clubes de receitas significativas, mesmo que seja apenas a cota mínima de participação, ampliando o abismo financeiro em relação aos concorrentes.

No entanto, nem todos os mercados reproduzem essa desigualdade. A Premier League, uma das ligas mais valiosas e competitivas do mundo, com receita superior a R$ 52 bilhões, adota um sistema de distribuição de verbas que se tornou um modelo. A venda de direitos de transmissão é uma das principais fontes de receita, representando 34% do total. A liga inglesa comercializa seus direitos tanto no mercado doméstico quanto no internacional, arrecadando valores expressivos.

A Premier League implementa uma fórmula de distribuição baseada em equiparidade e performance. Metade da receita é distribuída de forma igualitária entre os times, enquanto 25% são destinados à performance esportiva e os 25% restantes, ao número de transmissões. Esse modelo permite que os clubes com menor poder aquisitivo sejam menos desfavorecidos em comparação com outras ligas, promovendo uma competição mais equilibrada.

Fonte: www.meioemensagem.com.br

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