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Funcionária morre em acidente no Porto de Santos; investigação em curso

G1

O Porto de Santos, um dos maiores complexos portuários da América Latina, foi palco de uma tragédia que chocou a comunidade e levantou sérias questões sobre segurança laboral. Denise dos Santos Teixeira, uma técnica auxiliar de 40 anos, perdeu a vida em um grave acidente ocorrido na noite de segunda-feira, 12 de fevereiro. As informações preliminares indicam que a vítima teria sofrido uma queda de aproximadamente 20 metros de altura, após o piso de uma passarela ceder enquanto ela realizava uma inspeção. A morte de Denise dos Santos Teixeira trouxe à tona a urgência de apurar as circunstâncias e garantir que medidas preventivas sejam reforçadas para evitar futuros incidentes em ambientes de trabalho complexos como o portuário. A família busca respostas em meio à dor.

A tragédia no armazém 16: detalhes do incidente
O acidente que vitimou Denise dos Santos Teixeira ocorreu em uma área específica do Porto de Santos: o Armazém 16, um local crucial para as operações de logística e movimentação de cargas. Segundo relatos iniciais e informações da empresa Corredor Logística e Infraestrutura (CLi), Denise estava realizando uma inspeção rotineira ou tarefa de manutenção, quando o impensável aconteceu. O piso de uma passarela, que fazia parte de uma estrutura de esteira transportadora, cedeu subitamente.

A queda fatal e a descoberta
A falha estrutural resultou em uma queda vertiginosa de cerca de 20 metros. A altura, equivalente a um prédio de aproximadamente seis a sete andares, não deu chances de sobrevivência à técnica auxiliar. Denise foi encontrada sem vida por um colega de trabalho, por volta das 21h de segunda-feira. O choque e a gravidade da situação foram imediatos. O profissional que a encontrou descreveu o cenário, reforçando a hipótese de que a passarela sob os pés de Denise havia cedido. A vítima, conforme confirmado, utilizava todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) exigidos para a função no momento do incidente, o que intensifica as perguntas sobre a real causa da falha estrutural e a eficácia das inspeções de segurança na infraestrutura portuária.

A resposta da empresa e a investigação em andamento
A Corredor Logística e Infraestrutura (CLi) emitiu uma nota confirmando o falecimento de sua colaboradora, Denise dos Santos Teixeira. A empresa expressou profundo pesar e solidariedade à família, afirmando estar em contato para oferecer todo o apoio necessário neste momento de dor. Além disso, a CLi assegurou que as circunstâncias exatas do acidente estão sendo minuciosamente apuradas.

A complexidade da apuração
A investigação de um incidente como este envolve diversas esferas. A Polícia Civil, por meio da perícia técnica, atua na coleta de evidências no local do acidente para determinar a dinâmica da queda e identificar possíveis falhas estruturais ou procedimentais. Paralelamente, órgãos como o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Superintendência Regional do Trabalho também devem iniciar suas próprias investigações para verificar o cumprimento das normas de segurança e saúde no trabalho, assim como a manutenção adequada das instalações. A Autoridade Portuária de Santos (APS), responsável pela gestão e fiscalização da infraestrutura do porto, também terá um papel fundamental na elucidação dos fatos. O objetivo é compreender o que levou à falha do piso da passarela e se houve negligência ou falha nos protocolos de manutenção e segurança.

A dor da família e a demora nos procedimentos
A irmã da vítima, Simone Freire, trouxe à tona um aspecto adicional de angústia em meio à tragédia: a alegada demora nos procedimentos de perícia e liberação do corpo. Segundo Simone, a morte de Denise foi constatada por volta das 21h de segunda-feira, mas as autoridades responsáveis pelos exames periciais só teriam chegado ao local às 4h da terça-feira.

Impacto na família e a busca por respostas
A espera se prolongou até as 11h da manhã seguinte para a liberação do corpo, um período de sete horas de incerteza e sofrimento para a família. “Fiquei a madrugada inteira do lado dela”, desabafou Simone, evidenciando o profundo impacto emocional e a dor de ter de aguardar por tantas horas ao lado da irmã falecida. Denise deixa três filhos e um neto, cujas vidas foram subitamente marcadas por esta perda irreparável. A família, além de lidar com o luto, agora busca clareza sobre o que realmente aconteceu e espera que a investigação seja transparente e rápida, garantindo que a justiça seja feita e que falhas não se repitam.

Conclusão
A morte trágica de Denise dos Santos Teixeira no Porto de Santos serve como um doloroso lembrete da importância inegociável da segurança em ambientes de trabalho de alto risco. Enquanto a investigação das autoridades e da empresa avança, a necessidade de respostas claras e de medidas preventivas robustas se faz cada vez mais urgente. A família, em meio ao luto, aguarda por justiça e pela garantia de que a segurança dos trabalhadores seja prioridade máxima, para que nenhuma outra vida seja ceifada em circunstâncias tão chocantes.

FAQ

Onde e quando ocorreu o acidente fatal no Porto de Santos?
O trágico acidente que resultou na morte de Denise dos Santos Teixeira, técnica auxiliar de 40 anos, ocorreu na noite de segunda-feira, 12 de fevereiro, no Armazém 16 do Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O local é uma área operacional do complexo portuário.

Quais são as causas preliminares apontadas para a morte de Denise dos Santos Teixeira?
De acordo A queda foi supostamente causada pelo colapso do piso de uma passarela enquanto ela realizava uma inspeção na estrutura, que se acredita fazer parte de um sistema de esteira transportadora.

Quais autoridades e entidades estão envolvidas na investigação deste acidente?
A investigação está sendo conduzida por diversas frentes. A Polícia Civil, através da perícia técnica, é responsável pela análise forense no local. Além disso, a empresa empregadora, Corredor Logística e Infraestrutura (CLi), está apurando internamente os fatos. Órgãos como o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Autoridade Portuária de Santos (APS) também deverão participar para fiscalizar as condições de segurança e o cumprimento das normas trabalhistas.

Existe alguma informação sobre o uso de equipamentos de segurança pela vítima?
Sim, foi confirmado que Denise dos Santos Teixeira estava utilizando todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários para a sua função no momento do acidente. Esse detalhe é crucial para a investigação, pois sugere que a falha pode ter sido na estrutura física ou nos protocolos de manutenção, e não na falta de uso de equipamentos de segurança individuais.

Houve atraso na chegada das autoridades para a perícia no local?
Sim, a irmã da vítima, Simone Freire, relatou que houve uma demora significativa. Embora a morte tenha sido constatada por volta das 21h de segunda-feira, as autoridades responsáveis pelos exames periciais só teriam chegado ao Armazém 16 por volta das 4h da terça-feira, o que gerou grande angústia para a família presente no local.

Para mais informações sobre segurança no trabalho e notícias do setor portuário, acompanhe as atualizações das autoridades e empresas envolvidas.

Fonte: https://g1.globo.com

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