Em 5 de novembro, celebra-se o Dia do Designer de Moda, uma homenagem aos profissionais que convertem ideias em coleções, tendências em realidade palpável e tecidos em arte vestível. Estes criadores são a força motriz por trás de uma indústria global poderosa, com um impacto econômico de trilhões de dólares e milhões de empregos.
Contrariamente a uma visão simplista, o trabalho de um designer de moda transcende os desenhos glamourosos para desfiles. A profissão engloba pesquisa de tendências, estudo aprofundado de materiais, desenvolvimento de modelagem inovadora, análise de público-alvo, gestão da produção e um compromisso crescente com a sustentabilidade. É uma fusão de arte e negócios, onde a criatividade se equilibra com raciocínio estratégico.
O estilista ideal compreende a importância da escolha do tecido e como este se adapta a diferentes corpos. Embora a habilidade de costura não seja sempre obrigatória, o conhecimento do processo de confecção é essencial. Boas habilidades de desenho são vantajosas, mas a visão espacial, a compreensão de volumes e a sensibilidade para cores e texturas são qualidades primordiais.
A moda tem raízes tão profundas quanto a história da humanidade. O vestuário sempre refletiu cultura, status e individualidade. No século XIX, as restrições eram notórias, com mulheres usando espartilhos que comprimiam seus corpos em busca de uma silhueta considerada ideal.
O século XX trouxe uma transformação radical. Coco Chanel revolucionou a moda, introduzindo conforto e praticidade, desafiando padrões estabelecidos. As décadas de 1960 e 1970 foram marcadas por uma explosão de criatividade. O movimento punk, por exemplo, transformou a moda em uma ferramenta de expressão política e social. A moda autoral ganhou destaque, reafirmando que as roupas podem ser manifestos.
No Brasil, a indústria da moda tem uma trajetória rica e diversificada. Estilistas como Ronaldo Fraga, Alexandre Herchcovitch e Glória Coelho projetaram o país no cenário internacional, demonstrando a criatividade brasileira. Eles construíram narrativas, resgataram tradições e provaram que a moda nacional vai além dos estereótipos.
O mercado de moda brasileiro gera bilhões de reais anualmente e emprega pessoas em toda a cadeia produtiva. A moda de autor, criada por estilistas independentes, ganha espaço ao oferecer peças únicas com identidade e propósito.
A Baixada Santista abriga talentos com uma identidade própria, influenciada pelo estilo de vida praiano. Santos concentra profissionais que atuam na criação de joias, moda praia, streetwear e slow fashion.
Beatriz Santos, da LANAI, foca em slow fashion com o conceito “coastwear”, criando peças versáteis para mulheres que valorizam seus corpos. Sandra Ceolin, designer de moda e joalheira, criou a coleção icônica das muretas de Santos em joias. Camila Araújo, da Chinua Acessórios, fortalece a autoestima feminina através de acessórios e vestuário com tecidos africanos. Kelly Aguiar, da Kelluma Store, oferece moda feminina com curadoria de peças que unem beleza e autenticidade. Drika Lucena, professora universitária e especialista em Criação Visual e Multimídia, coordena o Esamc Fashion Trend, o maior evento universitário de moda da Baixada Santista.
O Dia do Designer de Moda é uma oportunidade para reconhecer o profissionalismo e a dedicação por trás de cada peça de roupa. A moda é história, cultura e identidade, e os estilistas traduzem essa linguagem. Valorizar o trabalho desses criadores é reconhecer o talento, a técnica e a dedicação investidos em cada peça.
Fonte: www.juicysantos.com.br