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Cachorra espera ex-delegado morto em SP, diz viúva emocionada

G1

Dois meses após o assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, a lealdade canina permanece como um doloroso lembrete da perda. Luna, a cachorra de estimação, ainda aguarda ansiosamente o retorno do tutor, fixando o olhar na porta do apartamento em Praia Grande, litoral de São Paulo. O relato comovente é da viúva, Katia Pagani, que confessou viver um luto diário e intenso.

“O luto será para sempre, vou aprender a conviver com ele. Todas as noites, quando deito ao lado do travesseiro dele, eu choro”, desabafou Katia, expressando a profundidade da saudade que sente.

Ruy Ferraz Fontes foi executado a tiros em 15 de setembro, após um dia de trabalho como secretário de Administração na Prefeitura de Praia Grande. A Polícia Civil já concluiu o primeiro inquérito sobre o caso, indiciando 12 suspeitos pelos crimes de homicídio e/ou organização criminosa. No entanto, três dos indiciados foram liberados.

Segundo Katia, Ruy era um apaixonado por animais, cercado pelo carinho de Luna e de um gato. A ausência do ex-delegado é especialmente sentida por Luna.

“A cachorra que era mais apegada a ele fica sempre olhando para a porta do apartamento esperando-o chegar. Eu não falo o nome dele mais para ela, pois ela começa a procurá-lo”, relatou a viúva, comovida com a cena.

Katia descreve o processo de luto como extremamente difícil, mas busca forças para seguir em frente. “Continuo rezando muito por ele e sinto muita falta dele. Acredito que o que tem me ajudado primeiramente é Deus, depois meu trabalho, amigos e família”, compartilhou.

Ela guarda com carinho as memórias dos seis anos e meio de união estável. “Apesar da aparência de uma pessoa muito séria, ele era muito brincalhão comigo e minha filha. Sempre muito preocupado conosco e amante dos animais”, recorda Katia.

A viúva acompanha atentamente o desenrolar das investigações sobre o assassinato, confiando no trabalho da polícia. Apesar da conclusão do primeiro inquérito, Katia acredita que as diligências prosseguirão. “Tenho certeza que vão pegar todos os responsáveis”, afirmou.

Ruy Fontes, que liderou a Polícia Civil de São Paulo entre 2019 e 2022, construiu uma carreira de mais de 40 anos dedicada ao combate ao crime organizado. Ele desempenhou um papel crucial nas investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC). Durante sua gestão, implementou medidas estratégicas, como a transferência de líderes do PCC para presídios federais em outros estados, visando enfraquecer a influência da facção dentro do sistema carcerário.

Fonte: g1.globo.com

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