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Porto de Santos estende desconto em tarifas para navios verdes

G1

O Porto de Santos, um dos maiores complexos portuários da América Latina, anunciou a prorrogação por mais 120 dias do programa de descontos em tarifas para "navios verdes". A medida, gerenciada pela Autoridade Portuária de Santos (APS), visa incentivar a adoção de práticas mais sustentáveis na navegação, recompensando embarcações que demonstram avanços na redução de emissões poluentes. Iniciada em 2023, essa política reforça o compromisso do porto com a sustentabilidade ambiental e a busca por operações mais limpas, alinhando-se a diretrizes internacionais para combater as mudanças climáticas e posicionando o complexo santista como um líder na transição energética do setor aquaviário.

Extensão do incentivo e critérios de elegibilidade

Detalhes da prorrogação e benefícios

A decisão da Autoridade Portuária de Santos (APS) de estender o período de descontos em tarifas portuárias para os chamados "navios verdes" por mais 120 dias sublinha a importância da iniciativa. Esta política, em vigor desde o ano de 2023, concede reduções tarifárias significativas, que podem alcançar até 15%, a embarcações que demonstram um desempenho superior na minimização da emissão de poluentes. O benefício é aplicado especificamente sobre o uso das infraestruturas de acesso aquaviário do porto, calculadas com base na tonelagem de porte bruto de cada navio. O objetivo primordial é criar um estímulo financeiro tangível para que armadores e operadores invistam em tecnologias e práticas operacionais mais ecológicas, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade do ar e da água na região portuária e seu entorno. A continuidade do programa reflete uma avaliação positiva de seus impactos iniciais e a determinação da APS em aprofundar sua agenda ambiental.

O Índice Ambiental de Navios (ESI) como métrica

A elegibilidade para os descontos é determinada por um critério rigoroso e reconhecido internacionalmente: o Índice Ambiental de Navios (Environmental Ship Index – ESI). Este índice, desenvolvido pela Organização Marítima Mundial (IMO), atribui uma pontuação de 0 a 100 a cada embarcação, avaliando seu desempenho em relação a tecnologias e práticas sustentáveis que contribuem para a redução das emissões de óxido de nitrogênio (NOX) e óxido de enxofre (SOX). Quanto maior a pontuação ESI, maior o desconto concedido, seguindo uma escala progressiva: navios com pontuação entre 71 e 100 recebem 15% de desconto; aqueles entre 51 e 70, 10%; e os que pontuam entre 31 e 50, 5%. Embarcações com até 30 pontos não são contempladas com o benefício. O ESI funciona como uma ferramenta padronizada globalmente, permitindo uma comparação transparente do desempenho ambiental entre diferentes navios e incentivando a melhoria contínua na frota marítima mundial, crucial para o combate à poluição atmosférica gerada pelo transporte aquaviário.

Impacto financeiro e estratégias de descarbonização

Resultados e incentivo à sustentabilidade

Desde a implementação do programa de descontos em 2023, o Porto de Santos já concedeu um montante considerável de R$ 40,6 milhões em abatimentos tarifários. Esse valor foi direcionado tanto para navios quanto para terminais que adotam e aplicam rigorosas práticas ambientais em suas operações. Para a Autoridade Portuária de Santos (APS), o investimento financeiro nesses incentivos é justificado como uma medida estratégica essencial para diversas finalidades. Primeiramente, busca-se incentivar a adequação das operações portuárias e marítimas às crescentes exigências globais de sustentabilidade, muitas delas ditadas por organismos internacionais. Em segundo lugar, o programa visa atuar como um atrativo para novos navios que já possuem tecnologias e padrões de operação mais sustentáveis, posicionando o Porto de Santos como um destino preferencial para a frota mundial consciente ambientalmente. Essa abordagem não só reforça a imagem do porto como um complexo portuário moderno e responsável, mas também impulsiona a competitividade por meio da inovação verde.

As três alavancas para a descarbonização portuária

A Autoridade Portuária de Santos (APS) reconhece que a descarbonização do setor portuário é um processo multifacetado que exige abordagens em diversas frentes. Para viabilizar a transição energética e a redução das emissões, a APS foca em três alavancas estratégicas principais. A primeira é a **eficiência logística**, que engloba otimizar as operações de carga e descarga, o planejamento de rotas e a gestão de pátios, minimizando o tempo de permanência dos navios e veículos, e, consequentemente, o consumo de combustível e as emissões. A segunda alavanca são os **biocombustíveis**, explorando seu uso como alternativas aos combustíveis fósseis, seja para embarcações ou para a frota terrestre que opera dentro do complexo. Por fim, a terceira e crucial alavanca é o **fornecimento de energia elétrica renovável**, que inclui a implementação de "shore power" (energia elétrica em terra para navios atracados), eletrificação de equipamentos portuários e a busca por fontes de energia limpa para toda a infraestrutura do porto. Essas iniciativas combinadas são vistas como o caminho para alcançar uma pegada de carbono significativamente menor e um porto mais sustentável.

Plano de descarbonização e diretor energético

Contrato e escopo dos planos

Em uma demonstração robusta de seu compromisso com o futuro ambiental, a Autoridade Portuária de Santos (APS) assinou, em outubro de 2023, um contrato fundamental para o desenvolvimento de dois instrumentos estratégicos: o Plano de Descarbonização e o Plano Diretor Energético (PDE). A entrega completa dos estudos e planos está prevista para daqui a 18 meses, totalizando 22 meses desde a assinatura do acordo. O Plano de Descarbonização é uma iniciativa abrangente que delineará diretrizes claras e estabelecerá metas ambiciosas para descarbonizar todas as operações do complexo portuário da Baixada Santista. Este escopo inclui não apenas as atividades diretamente controladas pela APS, mas também as operações dos terminais portuários, a atuação dos navios que utilizam o Porto de Santos e os modais de transporte terrestre – tanto ferroviário quanto rodoviário – que se conectam ao porto. Paralelamente, o PDE tem como objetivo traçar o roteiro para a transição energética do Porto de Santos, orientando a substituição gradual da energia proveniente de combustíveis fósseis, que são altamente emissores de CO₂, por fontes de energia progressivamente mais limpas e renováveis. Juntos, esses planos representam uma estratégia integrada para transformar radicalmente a matriz energética e ambiental do porto.

A relevância do setor marítimo nas metas climáticas globais

A urgência das ações de descarbonização no Porto de Santos é amplificada pela relevância global do setor marítimo. Conforme dados da Organização Marítima Internacional (IMO), o transporte marítimo é responsável por movimentar impressionantes 80% do comércio mundial, ao mesmo tempo em que contribui com aproximadamente 3% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE). Essa dualidade torna a transformação dos portos e da navegação uma peça central para o cumprimento das ambiciosas metas estabelecidas pelo Acordo de Paris, que visam limitar o aumento da temperatura global a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. Dentro desse contexto, o Porto de Santos aspira a se consolidar como líder na transição energética do setor aquaviário nacional. Ao implementar políticas de incentivo e planos estratégicos de longo prazo, o porto não apenas contribui para os esforços globais de mitigação climática, mas também fortalece sua posição competitiva e inova em termos de infraestrutura e operações sustentáveis, antecipando-se às regulamentações futuras e às demandas de um mercado cada vez mais consciente.

A vanguarda ambiental do Porto de Santos

A prorrogação dos descontos para "navios verdes", a quantificação dos milhões de reais investidos em incentivos e a elaboração de planos estratégicos de descarbonização e energético, destacam o Porto de Santos como um player proativo na agenda ambiental. A Autoridade Portuária de Santos (APS) não apenas responde às pressões regulatórias e às expectativas sociais, mas busca ativamente liderar a transformação do setor. Ao integrar o Índice Ambiental de Navios (ESI) como critério e ao focar em eficiência logística, biocombustíveis e energias renováveis, o porto estabelece um modelo para outros complexos portuários. Os planos de descarbonização e energético, com seu escopo abrangente, prometem revolucionar as operações, alinhando o maior porto do Brasil com as metas do Acordo de Paris e garantindo um futuro mais limpo e sustentável para o comércio marítimo global. Este empenho não só beneficia o meio ambiente, mas também solidifica a posição do Porto de Santos como um hub inovador e responsável na economia global.

Perguntas frequentes sobre os "navios verdes" e o Porto de Santos

<b>O que são "navios verdes" e como são identificados no Porto de Santos?</b><br>"Navios verdes" são embarcações que implementam tecnologias e práticas operacionais com o objetivo de reduzir significativamente a emissão de poluentes atmosféricos, como óxidos de nitrogênio (NOX) e óxidos de enxofre (SOX). No Porto de Santos, a identificação e a elegibilidade para os descontos são baseadas no Índice Ambiental de Navios (Environmental Ship Index – ESI), um sistema de pontuação internacional da Organização Marítima Internacional (IMO). Quanto maior a pontuação ESI (de 0 a 100), que reflete o desempenho ambiental da embarcação, maior o desconto tarifário concedido.

<b>Qual o impacto financeiro da política de descontos para o Porto de Santos e para o setor marítimo?</b><br>Desde o início do programa em 2023, o Porto de Santos já concedeu R$ 40,6 milhões em descontos para navios e terminais que aderem a práticas ambientais sustentáveis. Para o porto, essa é uma forma de incentivar a adequação às exigências globais de sustentabilidade e atrair embarcações mais modernas e ecológicas, fortalecendo sua posição competitiva. Para o setor marítimo, representa um incentivo econômico direto para investir em tecnologias mais limpas, tornando a transição energética financeiramente mais viável para os armadores e operadores.

<b>Quais são os objetivos do Plano de Descarbonização e do Plano Diretor Energético (PDE) do Porto de Santos?</b><br>O Plano de Descarbonização visa estabelecer diretrizes e metas para reduzir as emissões de carbono em todas as operações do complexo portuário da Baixada Santista, abrangendo desde a própria APS até os terminais, navios e modais de transporte terrestre conectados ao porto. Já o Plano Diretor Energético (PDE) tem como foco principal traçar o caminho para a transição do porto de fontes de energia fósseis para fontes mais limpas e renováveis, diminuindo a pegada de carbono do porto. Ambos os planos buscam alinhar o Porto de Santos com as metas globais de mitigação das mudanças climáticas, como o Acordo de Paris.

<b>Como o Porto de Santos se posiciona em relação às metas climáticas globais e à sustentabilidade?</b><br>O Porto de Santos se posiciona como um líder proativo na agenda de sustentabilidade e transição energética do setor aquaviário nacional. Reconhecendo que o transporte marítimo contribui significativamente para as emissões globais de GEE, o porto implementa medidas como os descontos para "navios verdes" e desenvolve planos estratégicos ambiciosos para descarbonização. O objetivo é não apenas cumprir as regulamentações, mas antecipar-se, contribuindo para as metas do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global a 1,5°C e promover um comércio mundial mais verde e responsável.

Para se aprofundar nas iniciativas de sustentabilidade do Porto de Santos e acompanhar o progresso em sua transição energética, visite o site oficial da Autoridade Portuária.

Fonte: https://g1.globo.com

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