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Empresário uruguaio de vida luxuosa morre em tiroteio no Guarujá

G1

A virada do ano na Praia da Enseada, em Guarujá, litoral paulista, foi palco de uma tragédia que resultou na morte de Carlos Adrian Manccini Piriz, um empresário uruguaio de 36 anos. O incidente, ocorrido na madrugada de quinta-feira, 1º de janeiro, chocou veranistas e levanta questionamentos sobre a segurança pública. Piriz, que ostentava uma vida de luxo nas redes sociais, era conhecido por um passado conturbado, incluindo acusações de fraude e um processo de extradição. A versão oficial aponta para uma morte acidental durante uma troca de tiros entre um policial à paisana e supostos assaltantes, mas testemunhas e familiares contestam essa narrativa, aumentando o mistério em torno do caso. As autoridades seguem investigando os detalhes para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido.

A morte em meio à celebração do réveillon

A madrugada do primeiro dia do ano deveria ser de festa e comemoração na movimentada Praia da Enseada, em Guarujá. No entanto, o cenário paradisíaco foi abruptamente interrompido por um violento episódio. Carlos Adrian Manccini Piriz, um turista uruguaio que celebrava o réveillon no local, foi tragicamente atingido por um disparo de arma de fogo e não resistiu aos ferimentos. O incidente rapidamente mobilizou equipes de socorro e autoridades, transformando a atmosfera festiva em um palco de investigação.

As versões conflitantes do ocorrido

De acordo com o relato da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o incidente teve início quando um policial militar de 43 anos, que estava à paisana e acompanhado de familiares, foi abordado por um grupo de homens. Um dos indivíduos teria ameaçado sacar uma arma debaixo da camisa, indicando uma tentativa de assalto. Diante da suposta ameaça, o policial reagiu, e uma troca de tiros se seguiu. Os suspeitos teriam fugido do local, mas Carlos Adrian Manccini Piriz acabou sendo atingido acidentalmente durante o confronto. A Polícia Militar, em nota, lamentou o ocorrido, afirmando que “um cidadão que estava no local foi atingido por um disparo” e que ele recebeu socorro imediato, sendo acompanhado durante o atendimento médico.

Contudo, a versão oficial é veementemente contestada por familiares da vítima e por uma testemunha ocular. Eles negam que tenha havido uma troca de tiros, afirmando que o suposto assaltante não estaria armado. Essa divergência de relatos adiciona uma camada de complexidade ao caso, levantando dúvidas sobre a dinâmica exata dos fatos. Para auxiliar na apuração, a pistola calibre .40 do policial envolvido foi apreendida e encaminhada para perícia. O caso foi registrado na Delegacia de Guarujá como roubo e lesão corporal, e as diligências prosseguem para identificar os suspeitos e esclarecer todas as circunstâncias.

O perfil de Carlos Adrian Manccini Piriz: luxo e problemas com a justiça

Carlos Adrian Manccini Piriz era um empresário uruguaio de 36 anos cuja vida foi interrompida de forma abrupta. Conforme informações levantadas pelas autoridades, Piriz residia em São Paulo e gerenciava uma loja online especializada em camisas de time e itens de grife. Em suas plataformas digitais, ele não hesitava em exibir um estilo de vida que muitos descreveriam como luxuoso e ostentatório.

A ostentação nas redes sociais e o espírito empreendedor

Nas redes sociais, Piriz compartilhava frequentemente fotos e vídeos de suas refeições em restaurantes sofisticados e viagens para destinos paradisíacos. Joias, como correntes e anéis, eram exibidas com regularidade, assim como um cobiçado cartão black, símbolo de alta renda. Um de seus bens mais valorizados era um carro BMW, que ele carinhosamente descrevia como “sonho”. Em publicações, ele também compartilhava mensagens motivacionais sobre sua jornada empreendedora, como a postagem de julho de 2025 (nota: data futura, conforme original) onde expressava: “De onde eu venho, isso parecia impossível. Mas com disciplina, visão e coragem, hoje faz parte do meu dia a dia. Nunca pare de acreditar no seu próximo nível.” Ele havia fundado uma microempresa em abril de 2025 (nota: data futura, conforme original) no Rio Grande do Sul, focada no comércio eletrônico de seus produtos de luxo e vestuário esportivo.

O passado marcado por fraudes e um pedido de extradição

Apesar da imagem de sucesso e glamour nas redes, Carlos Adrian Manccini Piriz possuía um histórico de problemas com a justiça. Em 2023, ele chegou a ser preso por fraude e receptação de produtos, embora tenha sido liberado pouco tempo depois. No mesmo ano, o Governo do Uruguai iniciou um processo junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar sua prisão preventiva e extradição. Piriz era acusado de ser o autor de aproximadamente 35 golpes pela internet, causando um prejuízo estimado em mais de 300 mil pesos uruguaios, o equivalente a cerca de R$ 40 mil.

As vítimas, de acordo com o processo, eram enganadas em transações envolvendo a compra de peças automotivas, suplementos alimentares e calçados. Após efetuarem o pagamento, os produtos nunca eram entregues e as vítimas eram bloqueadas pelos golpistas. Em setembro de 2023, o STF acatou o pedido e decretou a prisão preventiva de Piriz para fins de extradição, resultando em sua detenção em 15 daquele mês e depoimento à Justiça Federal do Rio Grande do Sul. Em 2024, o Supremo deferiu o pedido de extradição do Governo Uruguaio, mas não há informações públicas confirmando se Carlos Adrian Manccini Piriz chegou a ser efetivamente conduzido ao seu país de origem. A relação entre esses processos legais e sua morte no Guarujá foi descartada pelas autoridades, que reiteram a versão de bala perdida.

Conclusão

A morte de Carlos Adrian Manccini Piriz na Praia da Enseada no Réveillon de 2024 é um caso complexo que une a tragédia de uma vida interrompida, o brilho das redes sociais e sombras de um passado legal conturbado. Enquanto as autoridades investigam a fundo as circunstâncias do tiroteio, a divergência entre a versão oficial e os relatos de familiares e testemunhas sublinha a necessidade de uma apuração minuciosa. O caso expõe a vulnerabilidade de cidadãos em espaços públicos e a dificuldade em estabelecer a verdade quando múltiplas narrativas colidem. A esperança é que as investigações em curso tragam clareza e justiça para o ocorrido.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Quem era Carlos Adrian Manccini Piriz?
Carlos Adrian Manccini Piriz era um empresário uruguaio de 36 anos, residente em São Paulo, que gerenciava uma loja online de produtos de grife. Ele era conhecido por ostentar uma vida de luxo nas redes sociais, mas também enfrentava um histórico de acusações de fraude e um processo de extradição.

2. Como Carlos Adrian Manccini Piriz morreu no Guarujá?
Ele foi baleado na madrugada de 1º de janeiro de 2024, na Praia da Enseada, Guarujá. A versão oficial da SSP-SP aponta que ele foi atingido acidentalmente durante uma troca de tiros entre um policial à paisana e supostos assaltantes. No entanto, familiares e testemunhas contestam a ocorrência da troca de tiros.

3. Quais eram os problemas de Piriz com a justiça?
Carlos Adrian Manccini Piriz havia sido preso em 2023 por fraude e receptação. Ele era alvo de um pedido de extradição do Uruguai por ter aplicado cerca de 35 golpes pela internet, totalizando um prejuízo de mais de R$ 40 mil, enganando vítimas em compras de produtos que nunca eram entregues.

Para mais informações sobre a segurança e os desdobramentos de casos similares na região, acompanhe as atualizações dos órgãos de imprensa e autoridades locais.

Fonte: https://g1.globo.com

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