Em Rio de Janeiro, ex-cotista da Uerj se tornou subsecretário.
📝 Acesso à universidade mudou vidas
Henrique Silveira, ex-aluno cotista da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), hoje é subsecretário de Tecnologias Sociais da prefeitura carioca. Ele refletiu sobre a importância da política de ação afirmativa da Uerj em sua vida.
🎓 Trajetória de superação
Nascido em Imbariê, distrito pobre da Baixada Fluminense, Henrique recorda que a cota o transformou. “Ela me permitiu deixar de ser um menino atrás de uma carroça para hoje estar à frente da gestão pública”, comemorou. A Uerj foi pioneira ao adotar cotas sociais e raciais no vestibular, em 2003.
🗓️ Revisão da lei
Com mais de duas décadas, o sistema de cotas da universidade passará por nova revisão legislativa em 2028. A instituição discute uma nova fase, conectando egressos e mapeando a trajetória profissional deles.
✊🏿 Sentimento de pertencimento
A dentista Maiara Roque, também egressa cotista, lembrou os desafios iniciais e o sentimento de pertencimento que adquiriu. “Eu pensava: ‘não queriam que eu estivesse aqui, mas estou, vou fazer valer'”, disse.
📈 Avanços e desafios
As cotas aceleraram a redução da diferença entre pretos, pardos e brancos com ensino superior. Em 2022, 11,7% dos estudantes pretos e 12,3% dos pardos tinham nível superior, mas ainda representam menos da metade dos brancos (25,8%).
🩺 Retribuindo à comunidade
Após atender no sistema prisional e na rede básica de saúde, Maiara montou um consultório na Penha, onde cresceu. “De certa forma, estou devolvendo para minha comunidade essa oportunidade”, afirmou.
💰 Barreira socioeconômica
Estudantes avaliam que o recorte socioeconômico é uma barreira a ser derrubada. O corte atual é de R$ 2.277 de renda bruta por pessoa na família, valor considerado baixo, principalmente para a pós-graduação.
🤝🏿 Direito de ser negro
Outro ex-cotista, David Gomes, defende que a Uerj abandone o critério socioeconômico para ingresso por cotas. Henrique Silveira reforçou a importância dos dados para definir políticas públicas. “O pré-vestibular foi o local que eu tive clareza da minha condição de negro”, completou.
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