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Falência decretada: o que acontece com a OI agora?

Sergio Damasceno Silva

A Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da Oi, companhia que tem na Oi Soluções seu principal ativo. A decisão judicial foi proferida pela juíza Simone Gastesi, que afirmou que a empresa está “tecnicamente falida”.

Após a venda da operação móvel para Claro, TIM e Vivo, e da fibra óptica para a V.tal, controlada pelo BTG Pactual, a Oi manteve como principal negócio a Oi Soluções. Essa unidade é voltada para o mercado corporativo, atendendo a mais de 40 mil empresas públicas e privadas em diversos segmentos no Brasil.

A Oi opera por meio de suas subsidiárias Serede, Tahto e Oi Services, que atuam respectivamente em serviços de campo, call center e BPO (Business Process Outsourcing). A empresa mantém aproximadamente 4,5 mil contratos com os governos federal, estaduais e municipais. A operadora, que surgiu da antiga Telemar e Brasil Telecom, é a única com presença em cerca de 7,5 mil localidades no país.

Com a decretação da falência, a juíza determinou que os serviços públicos de telefonia e comunicação continuem a ser prestados provisoriamente pela Oi Soluções. Essa medida visa garantir a continuidade dos serviços até que o processo de transição para a definição da empresa que assumirá as operações seja concluído.

A decisão judicial também afastou toda a diretoria e o conselho de administração da Oi, nomeando Bruno Rezende, atual gestor judicial, para assumir a gestão da operadora.

A Oi passou por dois processos de recuperação judicial. O primeiro foi iniciado em 2016, com uma dívida de R$ 65 bilhões, e foi concluído no final de 2022. No entanto, a empresa continuou com uma dívida de R$ 44,3 bilhões, o que a levou a buscar proteção judicial novamente em 2023. O plano de recuperação judicial em vigor, que foi apresentado em abril do ano passado, visa reestruturar essa dívida.

A juíza responsável pelo caso destacou que a receita mensal da Oi é de aproximadamente R$ 200 milhões, enquanto seu patrimônio está esvaziado, com “difícil alienação de grande parte dele”. Ela concluiu que a empresa está em situação de insolvência, sem “mínima possibilidade de equacionamento entre o ativo e o passivo”. A unidade Oi Soluções já está à venda.

Fonte: www.meioemensagem.com.br

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