O Metrô de São Paulo realizou um simulado de evacuação na estação Jardim São Paulo-Ayrton Senna, visando preparar passageiros e funcionários para enfrentar possíveis alagamentos. A ação, ocorrida na manhã desta sexta-feira (31), contou com a participação de equipes da Defesa Civil e colaboradores do Metrô, que executaram protocolos de segurança e testaram a prontidão para emergências.
A escolha da estação Jardim São Paulo-Ayrton Senna para o simulado não foi aleatória. Em janeiro deste ano, a estação sofreu com um alagamento que chegou a inundar suas dependências. Na ocasião, agentes da Polícia Militar auxiliaram no resgate de passageiros. Após o incidente, o Metrô investiu em melhorias na infraestrutura da estação, incluindo a otimização do sistema de drenagem e o reforço da segurança operacional, com o objetivo de minimizar os impactos de futuras chuvas.
“Temos um protocolo específico para situações de alagamento. O objetivo aqui é simular uma situação o mais próximo possível da realidade, para que possamos atender rapidamente em caso de emergência. O Metrô realiza treinamentos constantes para capacitar a equipe, e este simulado veio para corroborar isso”, explicou Gildo Prado, chefe do Departamento de Estações do Metrô.
Durante o simulado, alunos do curso de Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho do Senac e outros voluntários representaram passageiros em dois cenários distintos: um em que embarcavam na estação e utilizavam os trens para evacuação, e outro em que, já dentro dos trens, permaneciam neles para deixar o local.
Para garantir que a população estivesse ciente do simulado, um alerta foi enviado, cerca de 30 minutos antes do início da ação, para todas as pessoas nas imediações da estação e cadastradas no sistema SMS 40199 da Defesa Civil. O Metrô também intensificou a comunicação para minimizar os impactos na circulação de passageiros.
Em uma situação real, o Metrô de São Paulo aumentaria a frequência dos trens e disponibilizaria vagões vazios para a estação alagada. A população também seria alertada pela Defesa Civil, através de seus sistemas de comunicação, para prever chuvas e temporais, evitando assim a circulação em áreas de risco. O Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE) da Defesa Civil mantém contato direto com o Centro de Controle Operacional (CCO) do Metrô, a fim de prevenir situações de risco para os passageiros.
“Treinamos os funcionários com um plano de evacuação. Caso tenhamos chuvas fortes, a Defesa Civil envia um alerta para o Metrô e para a população, e o plano é acionado. Os funcionários direcionam as pessoas para a plataforma, um trem vazio para, todos embarcam, e garantimos que a plataforma esteja vazia”, detalhou o tenente Maxwell de Souza, porta-voz da Defesa Civil.
A população é orientada a acompanhar a previsão do tempo e a seguir as recomendações dos alertas da Defesa Civil, bem como as orientações dos funcionários do Metrô.
A estação Jardim São Paulo-Ayrton Senna passou por diversas melhorias, incluindo o reforço de muros com materiais metálicos e o aumento do comprimento da mureta para conter o fluxo de água. Uma barreira foi construída para direcionar o escoamento de água para ruas laterais, e grelhas foram instaladas para evitar o acúmulo de lixo nas bocas de lobo. O sistema de bombeamento foi aprimorado com a implementação de um kit de bombas de emergência, utilizado para drenagem em situações críticas. Adicionalmente, uma chave foi instalada na Sala de Supervisão Operacional (SSO) para desligar a linha de bloqueios (catracas) em caso de inundação, eliminando riscos de choque elétrico.
Em janeiro deste ano, uma forte tempestade causou uma enxurrada que invadiu a estação, interrompendo a circulação dos trens. O elevador da estação foi severamente danificado e precisou ser reconstruído, com a substituição de diversos componentes críticos.
Fonte: www.agenciasp.sp.gov.br