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Pf desmantela esquema de exportação de cocaína pelo porto de santos

G1

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, uma operação contra uma organização criminosa suspeita de enviar mais de duas toneladas de cocaína para o exterior, utilizando o Porto de Santos como principal rota de escoamento. A ação, batizada de Operação Papyrus, cumpre 14 mandados de busca e apreensão em seis cidades dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

As investigações, iniciadas em junho de 2024, revelaram um sofisticado esquema de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A cocaína apreendida, com destino a Londres, Israel e França, era majoritariamente escondida em cargas de papel exportadas em contêineres, o que inspirou o nome da operação. Em uma apreensão em Londres, foram descobertos 553 kg da droga.

Esta fase da operação é um desdobramento da primeira etapa, que ocorreu em 2024 e resultou na prisão de quatro funcionários de empresas de logística portuária. Os alvos desta nova fase foram identificados a partir de provas coletadas na etapa inicial da investigação. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre novas prisões ou apreensões de bens.

Na primeira fase da Operação Papyrus, a Polícia Federal apreendeu uma quantia considerável de dinheiro e obteve o bloqueio judicial de bens avaliados em R$ 5 milhões. Os presos na época, com idades entre 26 e 42 anos, eram funcionários de empresas de logística portuária. Três deles já possuíam mandados de prisão em aberto, enquanto o quarto foi preso em flagrante por lavagem de dinheiro. A investigação original teve início após a apreensão de 270 kg de cocaína escondidos em uma carga de papel sulfite no Porto de Santos.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo criminoso utilizava um esquema logístico para inserir a droga nas cargas destinadas à exportação. O modus operandi envolvia a retirada indevida de cofres de carga no pátio de uma transportadora em Cubatão, que eram transportados para um terminal retroportuário em Guarujá. Nesse local, os contêineres eram abertos, a cocaína era inserida entre os fardos de papel e, em seguida, os contêineres eram novamente lacrados para seguir para o embarque internacional.

Fonte: g1.globo.com

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